O diagnóstico da Saúde

O sistema de saúde à disposição da população da cidade do Rio de Janeiro continua muito aquém de suas reais necessidades. Uma recente pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro revela informações sobre os déficits de equipamentos, de pessoal e de leitos em emergências e enfermarias dos maiores hospitais públicos do Estado. Esta revelação não nos surpreende totalmente. Rotineiramente acompanhamos, pela mídia, relatos impressionantes do descaso e da falta de um atendimento digno. Os números não deixam dúvidas quanto à existência de um grande contencioso na área, mas não podemos deixar de reconhecer um grande esforço do poder público para reduzir passivos históricos recentes no setor. O Rio tem procurado adequar seus programas de ação ao pressuposto fundamental de que a medicina preventiva deve ser o caminho mais eficaz para o aperfeiçoamento dos serviços públicos de saúde prestados à população. Os indicadores reforçam esta tese. Quanto maior o investimento na causa, menor será a necessidade de tratamento como conseqüência. Esta lógica permite administrar em paralelo as duas pontas, prevenção e urgência. Os projetos Clínicas da Família e Saúde da Família, executados pelo município, caminham nesta direção virtuosa. O primeiro foca na construção de um banco de dados de antecedentes médicos dos pacientes que facilita a construção do diagnóstico precoce e o seu rápido tratamento. Além de criar barreiras contra epidemias como a dengue, por exemplo. O segundo projeto tem como objetivo o ambicioso horizonte de levar atendimento médico permanente a metade da população da cidade. Ambos focam a óbvia opção de que evitar doenças é o mais eficaz dos remédios. Mas este não deve ser apenas um projeto pontual, e sim global.

A revelação alarmante de que faltam em nossos hospitais equipamentos, como monitores de sinais vitais e de desfibriladores nas emergências, exige urgente tomada de decisão, pois implica risco de vida dos pacientes. Igualmente é inaceitável o déficit de investimentos em leitos de retaguarda nas enfermarias, pois compromete a capacidade de atendimento das emergências, bem como de estrutura e pessoal de saúde qualificado. Inegável o avanço recente, porém ainda estamos muito distante do que podemos considerar próximo do satisfatório. Sabemos que as demandas são maiores que a oferta. Nosso desafio é mudar esta ordem perversa. Para isso, não basta apenas reequipar hospitais, investir em estrutura, melhorar salários e aumentar o quadro de pessoal. É necessária a adoção de um programa que vise se não eliminar, reduzir sensivelmente as causas da sobrecarga e do mau funcionamento de órgãos de saúde. Eliminar as nomeações políticas da área, e com isso a corrupção endêmica do setor,  parece um excelente remédio. Vamos curar as doenças e cicatrizar as feridas, tirar a saúde da UTI.

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O clima da Rio +20

A Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada no mês de junho, aqui na cidade do Rio de Janeiro, perdeu a oportunidade de alinhar os fenômenos climáticos e a política econômica numa mesma discussão. O recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) estreita ainda mais o vínculo dos eventos extremos, como as precipitações atmosféricas e as altas temperaturas, com as crescentes emissões de carbono. E o que vemos, no entanto, é a forte condução das políticas econômicas para o aumento das emissões. Portanto, uma orientação absolutamente contraditória.

Uma oportuna e urgente mudança de direção nesta tendência implicaria na modificação de três fatores. Primeiro, na admissão de que os fenômenos climáticos constituem uma preocupação imediata, haja vista as diversas inundações e desabamentos nas encostas do Brasil e da Colômbia, as enchentes na Ásia, e as secas na China e nos Estados Unidos. Há um aumento significativo da conscientização das pessoas. Uma recente pesquisa de opinião mostrou que mais 85% dos brasileiros consideram como “muito grave” o problema das mudanças climáticas. Índices semelhantes a esse também foram identificados em outros países. Segundo, um aumento da conscientização dos políticos na formulação de uma legislação que favoreça o crescimento das energias alternativas, de forma consistente e gradual, com geração de benefícios reais para investimento no setor. A redução das emissões deve fazer parte do interesse econômico do país. Criar incentivos e, com eles, ampliar as ofertas de postos de trabalho deve ser uma constante. Em terceiro, os economistas precisam perceber que as ações para proteger o clima constituem um meio de sustentar o crescimento econômico. “Tomar medidas para evitar a elevação do nível do mar, que ameaça as áreas costeiras, e proteger as áreas urbanas de enchentes é essencial para a contenção dos custos climáticos”, afirma Vinod Thomas, diretor-geral de avaliação independente no Banco de Desenvolvimento asiático.

Basta fazermos uma breve reflexão sobre os custos envolvidos na reconstrução da Tailândia após as enchentes de 2011. Ou da devastação sofrida pela Região Serrana do Rio de Janeiro no início de 2011. Uma nova forma de pensar se faz urgente. O grande desafio é compatibilizar o desenvolvimento econômico e sustentável numa mesma equação. Qual a previsão do tempo para a Rio+20? Esta é a pergunta que não quer calar.

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Pílula de Opinião: A tragicomédia da ALERJ

Nessas duas últimas semanas houve, na mídia e nas redes sociais, uma enxurrada de fotos e vídeos comprometedores sobre as constantes viagens do governador Sérgio Cabral e seus amigos, devidamente acompanhados com suas respectivas esposas, à Europa. São tantas denúncias e registros que o então chefe do executivo do estado tenta, como pode, proteger-se, e a seus discípulos, das acusações que lhe são imputadas nesse ambiente político pré-eleitoral.

Porém, o que de fato mais chama a atenção nesse episódio curioso são a omissão e a negligência dos Deputados Estaduais em averiguar, ou mesmo propor uma CPI para investigar estas acusações, cada vez mais reincidentes. Que o nosso governador turista gosta de viajar todo muito sabe, mas agora a comitiva está muito grande. A frágil oposição ao governo na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro limita-se, até mesmo por ser minoria na casa, a fazer discursos inflamados de pouco alcance, enquanto que a maioria do plenário conivente finge que cumpre o papel delegado pelos eleitores nas urnas.

O que se vê hoje na ALERJ é uma encenação grotesca digna de um teatro do absurdo, onde a própria casa legislativa serve de palco para um jogo político, ineficiente e ineficaz, contra os desmandos e a total falta de transparência do governo. Enquanto isso, Cabral e seus amigos articulam uma contra-ofensiva a tudo isso que sai na mídia, principalmente fomentado pelo seu agora arqui-rival, o ex-governador Anthony Garotinho. A população assiste de camarote a mais uma tragicomédia digna do teatro grego, ou dos períodos pré-eleitorais, aguardando ansiosa e confiante ao próximo ato marcado para sete de outubro.

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Mobilidade urbana: as novas necessidades e as velhas soluções

Um assunto que vem deixando os cariocas sem cabelo é a mobilidade urbana. São horas perdidas no trânsito a caminho do trabalho, da escola, da faculdade, do lazer  etc. As pequenas distâncias se tornaram longas devido ao tempo de deslocamento dos moradores de nossa cidade. Agora temos o projeto do BRT como a solução para nossos problemas, mas parece que caímos na velha política de velhas propostas apresentadas como a última novidade para resolver novos problemas.

Segundo uma pesquisa da FIRJAN realizada em 2010, o DETRAN afirmava que havia mais de dois milhões de automóveis nas ruas do Rio. De lá pra cá, com o aumento da renda, disponibilidade de crédito e facilidade para troca de veículos, temos hoje mais de dois milhões e meio de automóveis circulando, e ainda é possível chegarmos a quase três milhões em 2016. São quase 400 carros em circulação por mil habitantes na cidade. Ao mesmo tempo, a infraestrutura viária é precária, não foi projetada tendo em vista esse crescimento e consequentemente não suporta e nem suportará tal volume de carros. Fica cada vez mais complicado investir em infraestrutura viária visando a preferência para o automóvel, principalmente devido ao aumento demográfico que exige a expansão habitacional. Assim, o espaço para alargamento das vias fica restringido e os congestionamentos somam-se ao longo da cidade, contabilizando um prejuízo que hoje está em cerca de 15 milhões de reais.

Nesse mesmo estudo a FIRJAN mostra que há um investimento público maior em transportes coletivos viários, em detrimento dos transportes de massa sobre trilhos. O estudo mostra que há uma crescente concentração nos transportes coletivos viários, sendo que os ônibus respondem por 65% e as vans por 14% da estatística geral. O metrô e os trens, em conjunto, respondem por 14% nesse estudo. Podemos ver então que até 2016, se pensarmos apenas nas vans, estas responderão pelo mesmo número de passageiros que os trens e o metrô juntos! A baixa utilização dos transportes de massa resulta no que já sabemos: alto preço das passagens, precariedade do transporte, lotação, questões operacionais frequentes, pouca abrangência etc. O baixo investimento nesse tipo de transporte poderá significar, em um futuro não muito distante, um custo alto para resolver o problema.

O projeto dos BRTs, em construção, é uma solução encontrada pela Prefeitura para resolver a curto e médio prazo o problema da mobilidade urbana. Mas corre o risco de se tornar desperdício de dinheiro público. Como observamos é cada vez mais difícil expandir a rede viária para abrir espaço para um maior fluxo, por isso o projeto do BRT visa somente ao usuário de transporte público, já que o usuário de carro de passeio terá em sua disponibilidade a mesma rede viária de que dispõe hoje, com exceção de algumas rotas que serão pedagiadas. Com esse projeto o Gerente de Obras de Vias Especiais, da Prefeitura do RJ, Eduardo Fagundes Carvalho afirma que o número de ônibus nas ruas diminuirá e que haverá várias interligações de vias alimentadoras com o tronco (corredor) principal.

Contudo, antes mesmo de ter sido posto em prática, o projeto já encontra algumas críticas contundentes. Por exemplo, os corredores de BRTs terão a capacidade de transportar 250 mil passageiros por dia, mas os dados atuais mostram que esse é o número de passageiros que atualmente utilizam o transporte coletivo viário, ou seja, o BRT já vai começar operando com sua capacidade máxima. Desse modo, num futuro próximo o projeto estará saturado e não suportará a demanda de passageiros.

Outro aspecto crítico é que não haverá ganho real de tempo no deslocamento, ou seja, o passageiro pode se preparar para continuar viajando por longos períodos em grandes deslocamentos. Isso porque os corredores BRTs não estarão isentos das regras de trânsito em cada região, como sinais de trânsito, cruzamentos etc. E o terceiro aspecto crítico do projeto é que não haverá integração com transportes sustentáveis como bicicletas, patins etc. Assim, se o carioca quiser utilizar o transporte público deverá deixar seu carro em casa e submeter-se ao transporte coletivo viário alimentador até a rede de BRTs, pois também não haverá locais para estacionamentos próximos aos pontos. Nesse caso o projeto é 8 ou 80, não há meio termo: ou utilizamos o transporte coletivo ou ficaremos presos nos intermináveis congestionamentos pela cidade.

As alternativas viáveis

Apesar das críticas contundentes devemos levar em consideração que para longos percursos o BRT é a solução mais viável, tanto economicamente quanto logisticamente. Porém os intermédios que fazem a ligação com essa rede é que estão mal resolvidos, principalmente para as regiões da cidade que historicamente são alvo de projetos mal desenvolvidos.

As vias alimentadoras precisam ser pensadas em todo seu potencial, a fim de desafogar o trânsito de veículos de passeio. A política dos 8 ou 80 não favorece o carioca, mas somente os dois piores problemas atualmente no Rio: os transportes coletivos e o excesso de carros de passeio. É preciso reavaliar o projeto para dar prioridade aos meios de transporte não motorizados, como bicicletas, patins etc. No cotidiano do trabalhador sua principal locomoção é de casa para o trabalho e vice-versa. Como as vias alimentadoras fazem curtos trajetos, já que os BRTs cortam grande parte da cidade, há um enorme potencial para uma mudança de hábitos dos cariocas.

Por outro lado, há ainda meios de transporte mais viáveis que os atuais ônibus nas vias alimentadoras, como por exemplo, os chamados VLTs – veículos leves sobre trilhos – que não são caros e têm uma capacidade de transporte maior que os ônibus, além de poluir menos o meio ambiente, proporcionarem mais conforto e diminuir o tempo de deslocamento. Os VLTs são uma alternativa usada amplamente na Europa e a ideia poderia ser aproveitada aqui no Brasil.

Precisamos pensar em uma gestão integrada em que as soluções sejam efetivas tanto no presente quanto para o futuro. Enquanto permanecermos com soluções pontuais, muitas vezes defasadas, acabaremos pagando um alto preço. Projetos viáveis são encontrados em todas as grandes cidades que ousaram se reinventar. É hora de definir as prioridades e trabalhar as alternativas que realmente poderão colocar o Rio de Janeiro como uma das mais avançadas e bem estruturadas cidades do mundo.

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Viva o trabalhador brasileiro!

O resultado do censo 2010, realizado pelo IBGE, trás duas boas notícias para o trabalhador brasileiro: a primeira que houve um crescimento real da sua renda de 5,5% sobre a remuneração média nesta última década e a segunda que aumentou o número de empregos formais, ou seja, os de carteira assinada, de 54,8 para 63,9%.

Ontem, em seu pronunciamento por ocasião da comemoração do dia dos trabalhadores, a presidenta Dilma Rousseff, reafirmou o compromisso do governo na redução dos juros e da carga tributária. Dois dos principais entraves na qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. O primeiro porque retira para si boa parte do incremento de renda gerado pela política de estabilidade econômica. O segundo porque retira do empregador parte do recurso que poderia investir na ampliação da força de trabalho do seu negócio para alavancar, ainda mais, a produção.

O crescimento econômico não deve ser um fim em si, mas um meio de alavancar avanços sociais e beneficiar a população. O país tem distribuído os recursos gerados pelo aumento da sua riqueza. Houve uma melhora bastante significativa dos indicadores sociais, mas para sustentar este crescimento e consolidar os avanços conquistados, será necessário investir em educação e saúde, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos. “É um erro buscar o crescimento pelo crescimento, sem levar em conta os seus efeitos mais amplos e as suas conseqüências. É preciso ponderar, entre outros fatores, o impacto ambiental. É fundamental também usar os frutos do crescimento para aprimorar a qualidade de vida da população de maneira abrangente, e não apenas favorecendo certos grupos”, diz o indiano Amartya Sen, prêmio Nobel de Economia e um dos criadores do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Neste dia dos trabalhadores é preciso renovar nossas energia e trabalhar com afinco. Não podemos deixar que esta onda de corrupção generalizada que assola o país tire de nós a vontade de seguir em frente em busca da realização dos nossos sonhos. Temos que acreditar que ao fazer a nossa parte estaremos dando uma relevante contribuição para que os malfeitos e os malfeitores sejam verdadeiramente reconhecidos e punidos. Precisamos que os políticos tenham a dimensão exata de suas responsabilidades e possam nos representar colocando os interesses coletivos acima dos individuais. Em ano de eleição é preciso estar muito mais atento. Viva o trabalhador brasileiro!

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Os prós e contras do Censo 2010 do IBGE

Temos muito que comemorar, mas também muito a lamentar com a divulgação dos dados do Censo 2010, fornecidos ontem pelo IBGE.

A melhor notícia fica por conta da redução na queda de mortalidade infantil (47,6%) nesta última década. Os principais motivos para esta redução foram o aumento do salário mínimo e a ampliação de programas de transferência de renda. Para Eduardo Rios Neto, professor titular de Demografia da UFMG, três motivos explicariam esta redução: a melhora de serviços de saúde, o aumento de renda, que propicia uma melhor alimentação, e a queda de fecundidade. Apesar desta melhora, o Brasil está longe da comparação com países desenvolvidos como os da Europa e Japão que possuem índice de cinco mortes por mil. Aqui ainda são quinze por mil. A ampliação do sistema de saneamento básico e campanhas de vacinação também contribuem de forma expressiva para este resultado. A renda real (descontada a inflação) subiu 5,5% e o emprego formal com carteira assinada cresceu de 54,8% para 63,9%. Brasileiros que viviam no exterior retornaram ao país, em virtude da estabilidade econômica.

Por outro lado, pouco mais da metade da população brasileira com mais de 15 anos concluiu o ensino fundamental. No topo da pirâmide da Educação, ou seja, no ensino superior, dobrou o número dos formandos. Ou seja, temos ainda um grande problema na base da Educação do país. O apagão de mão de obra, de que tanto temos falado, não é decorrente apenas da falta de pessoal qualificado; falta pessoal escolarizado. Empresas estão investindo na qualificação, mas não tem muita gente com o conhecimento escolar básico para isso. A infraestrutura é outro motivo de preocupação, pois também não avançou na última década. Pelo contrário, piorou. No Estado do Rio de Janeiro a questão do transporte ainda é mais dramática.

A falta de mobilidade urbana resulta no maior índice (23%) dos brasileiros que gastam mais de uma hora de suas casas ao trabalho. A falta de integração dos sistemas de transportes é o principal entrave na capital e na região metropolitana. “Temos no país sistemas de baixa e altíssima capacidade, os ônibus e os metrôs, mas falta o meio de campo, o desenvolvimento dos sistemas de média capacidade, como o VLT, aeromóvel e monotrilho, além da integração entre eles”, diz Fernando MacDowell, pesquisador de Engenharia de Transportes da UFRJ.

O resultado do Censo 2010 do IBGE é, desde já, pauta obrigatória na agenda das eleições municipais deste ano. O que queremos para esta próxima década e os desafios a serem vencidos precisam ser debatidos urgentemente com a sociedade. O país avança, mas mantém suas disparidades. De que adianta sermos a sexta maior economia do mundo, se isso não for refletido na melhoria da qualidade de vida na cidade que vivemos.

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Brasileiro que vota não foge a luta

A partir do dia 9 de maio não será possível tirar novo título de eleitor a tempo de votar no próximo pleito eleitoral, marcado para 7 de outubro deste ano. Tampouco poderá ser feita qualquer outra mudança em relação ao domicílio eleitoral. Portanto, mobilize-se. Não deixe para depois. Exerça sua cidadania de maneira plena, prioritária e exemplar. Mesmo que haja todos os motivos para não fazê-lo, supere esta desmotivação e aposte em você. Na soberania da sua escolha. Não terceirize seu futuro nas mãos, e nos votos, de quem não merece crédito. Os (maus) exemplos estão por aí. Faça a sua parte. Seja um agente transformador da sociedade. O voto é a arma mais letal contra políticos corruptos e incompetentes. Use sem moderação.

E por que devemos divulgar isso? Para que possamos nos manifestar de forma decisiva, como cidadãos, na escolha de nossos representantes para o Executivo e o Legislativo municipal pelos próximos quatro anos. Trata-se de uma oportunidade única para fazer valer a força do voto e a isonomia constitucional, que afirma que todos nós somos iguais, independente de classe social, credo, time de futebol e partido político.

Na hora da solidão da urna é você e a sua vontade, a sua consciência. E nada mais. Você e sua decisão são mais fortes que tudo e todos; você é capaz de fazer as transformações necessárias e urgentes, neste ambiente caótico e perverso da política, que trata com descaso temas de vital importância para o desenvolvimento da sociedade como educação, saúde, saneamento básico, segurança, infraestrutura, transporte e emprego. Na política vigente predomina a máxima de que “nada é tão ruim que não possa piorar”. Estamos reféns das piores práticas eleitorais, jamais antes imaginadas.

Teremos quatro anos de um novo mandato que terão passado pelo crivo dos eleitores, nas urnas. Depende de você. O eleitor é o personagem principal desta festa da democracia. Portanto, não deixe de fazer a sua parte. A construção de um futuro melhor passa, necessariamente, pelas suas mãos, aliás, por seus dedos, que poderão apontar na direção certa. Na aprovação de ideias e ideais alinhados com uma expectativa de dias melhores. Não se deixe levar pelas falsas promessas de sempre e não renove as esperanças em quem já o decepcionou. Invista tempo na escolha de propostas e candidatos alinhados com uma nova forma de fazer política. Não deixe que escolham no seu lugar, que retirem de você esta prerrogativa e este protagonismo. Eles, definitivamente, não sabem o que é melhor para a sociedade. Colocam sempre os interesses individuais acima dos coletivos.

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